quarta-feira, janeiro 12, 2011

Pré-Temporada

A PREPARAÇÃO FÍSICA E A FISIOLOGIA NA PRÉ-TEMPORADA


                                Jogadores da seleção brasileira, na Pré-Temporada

Um roteiro para equipes de futebol

         Entre todas as fases do ano futebolístico, a pré-temporada é aquela que requer o maior grau de empenho e dedicação de todos os profissionais: atletas, comissão técnica e equipe de apoio. Nesse momento, é preciso que todos tenham noção de que qualquer deslize comprometerá o projeto desenvolvido para aquela temporada.
         O ponto inicial desta fase é a metodologia a ser aplicada para garantir uma perfeita adaptação entre a construção da base física geral e a aptidão específica para o jogo.
        Dessa forma, a estruturação dos programas de preparação física e técnico-tático, deve ser desenvolvida de modo integrado, pois é a partir daí que se estabelecerá uma perfeita relação entre carga de trabalho e recuperação adequada, provocando assim uma adaptação efetiva.
       Partindo deste princípio, desenvolvemos a pré-temporada e a base da preparação física para o ano de 2003.

"A grande diferença foi que naquele ano tivemos tempo para trabalhar,
 o que não ocorreu nos anos anteriores, em função do calendário apertado.
 Portanto, pudemos desenvolver cada variável de forma equilibrada,
o que possibilitou entrarmos na competição com um bom nível de condicionamento físico.
 Acredito que, independentemente dos métodos utilizados,
se os atletas não tiverem empenho, nada acontecerá e eu, como preparador físico, devo criar situações para que os jogadores se esforcem".

Flávio de Oliveira (preparador físico)

Preparação física dos atletas da Associação Desportiva São Caetano



ESTRUTURA DA PRE-TEMPORADA


Granja Comary: Pré-temporada da Seleção Brasileira


"O trabalho do fisiologista e do preparador físico
deve ser desenvolvido de forma integrada.
 Como fisiologista, devo atuar mais como um assistente
do preparador físico, municiando-o com o maior número de informações possíveis,
para que ele coloque em prática a sua filosofia de trabalho".

Luiz César Martins (fisiologista)


FASE 1 – DEZEMBRO

Estudo do espaço físico para a realização das sessões de treinamento; material e equipamentos.



Avaliações médicas (cardiológica, clínica, hematológica) e laboratoriais. Duração: duas sessões.



Avaliações fisiológicas - duração: duas sessões:

• Resistência e potência aeróbia - análise de gases

• Força, potência e resistência muscular - avaliação isocinética

• Componentes de velocidade e resistência de velocidade - fotosensores

• Composição corporal - dobras cutâneas

• Avaliação de Anamnese nutricional



Base física geral - duração: 10 sessões.



Objetivos

a) Aprimorar a resistência aeróbia dos atletas. Método: corrida com variação de velocidade e corrida intervalada.

b) Aprimorar a força geral dos jogadores.

Método: musculação



FASE 2 - JANEIRO

Base física geral e específica. Duração: 10 dias.

Objetivos

a) Aprimorar a resistência e a potência aeróbia dos atletas. Método: corrida intervalada - 12 sessões.

b) Aprimorar a resistência anaeróbia dos jogadores. Método: musculação - 12 sessões.

c) Aprimorar a velocidade e resistência de velocidade do grupo. Método: específico - 8 sessões.

d) Aprimorar a força dos atletas.

Método: específico - 8 sessões.



FASE 3- JANEIRO

Base específica e técnico-tática. Duração: 13 dias.

Objetivos

a) Aprimorar a velocidade dos atletas.

b) Aprimorar a resistência de velocidade.

Método: específico - antes dos trabalhos com bola e ou em conjunto - 16 sessões.



FASE 4 – JANEIRO E FEVEREIRO



Desenvolvimento técnico-tático. Duração: 14 dias



Objetivos

a) Aprimorar a velocidade dos atletas - arranque e aceleração.

b) Resistência de velocidade dos jogadores.

Método: específico - antes dos trabalhos com bola - 7 sessões.



Algumas frases do Fisiologista: Cláudio Pavanelli

"Justamente na fase inicial de treinamento de uma periodização coerente (pré-temporada)
é que o preparador físico deve obter o maior número possível de dados e informações sobre o nível de condicionamento físico dos atletas. Para isso, faz-se necessária a realização de uma bateria de avaliações físicas. Com o desenvolvimento dos treinamentos e a evolução do condicionamento físico de cada atleta nas mais diferentes posições, se faz necessário a realização de uma nova bateria de avaliações da aptidão física, para quantificação e identificação de uma melhora individual, possibilitando alterar o plano de ação na preparação física quando necessário".

Cláudio Pavanelli (fisiologista do Santos F.C.)



Diego e Robinho: do Santos para a Seleção Brasileira

“Eu cheguei no Santos em 1999 e já me preocupei com o amador.
Sentei com o pessoal das categorias de base
e a gente começou a desenvolver alguns trabalhos.
Nisso resultou dois atletas de uma peneira inicial,
 que eram ROBINHO E DIEGO”, revelou Pavanelli.